sábado, 30 de agosto de 2008

Um poema meu...

PÁSSARO

Voa pássaro
Que tuas asas são livres e tuas.

Voa e do teu ninho, segura morada,
Zomba dos homens
Sós e loucos
A voar em asas de aço,
Que não são suas.

Voa pássaro
Que tuas asas são livres
e tuas.





Este poema pertence ao livro Só Sobreviventes,Tulle, 2008-Publicado pelo nosso amigo Roberval Pereyr, poeta e editor...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Um vento noturno...

Noite alta. Grilos aturdidos denunciam o passar da madrugada.
Dentro da tapera Ângela, cumpre com dores, o sacrifício noturno.
Não acreditava em lobisomens, em caiporas.
Mais não poderia negar que o que lhe cobria fosse, em partes, misto de homem e monstro. Seus rogos, algo de soluço ou sonho, resvalavam pelos cantos da camarinha, num silêncio aparente e surdo.
Fora a noite empalidecia quebrando a maldição do encanto...

sábado, 23 de agosto de 2008

REAÇÃO

- Nunca subestime um homem.
Ele disse.
Depois de fazer os disparos, e enfeitar o fulano, com três pingos vermelhos, na camisa branca.

domingo, 17 de agosto de 2008

CONTOS CANIBAIS I

Ebert era psicopata em último grau.Chupava o tutano dos ossos finos de criancinhas. Vinte, constam no processo.
Acreditava que as crianças, eram aves de uma espécie em que não era possível encontrar penas, ou asas. Sentia-se reconfortado ao estalar os pequenos ossos, observar calmamente, verter o caldo, vê-lo minar por entre os dedos...

No hospício em que foi encerrado (não iria sair jamais; seu caso era irreversível) alistou-se voluntariamente para ajudante de cozinheiro...

Certo dia, de posse de uma faca,e com os lábíos empapados de o líquido vermelho, sucumbiu, ao descobrir que o que emanava dos seus pulsos não era xarope de groselha...
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PRIMEIRO CONTO DE UMA SÉRIE QUE SE CHAMA : CONTOS CANIBAIS.
GEORGIO RIOS

sábado, 16 de agosto de 2008

Bem vinda casa nova...

Abro a janela desta casa , para que os pássaros, as letras e os amigos possam passar ou migrar...



A primeira coisa que podemos imaginar numa casa nova é, sem dúvidas, como vamos nos portar de agora por diante. Alguns medos ou receios passeiam pela minha cabeça... Mais diante de uma janela aberta só nos resta debruçar e ver o tempo em suas cambalhotas. Por aqui postarei poemas, contos e causos, meus e dos amigos. O tempo ditará quem vem, e quem passa. Mais todos, todos os que por aqui figurarem, estejam certos de que são e serão sempre bem vindos...

Mi casa, su casa. Hermano (a)


-Tenho sempre comigo que: alguns clichês são necessários...



Georgio Rios