terça-feira, 26 de agosto de 2008

Um vento noturno...

Noite alta. Grilos aturdidos denunciam o passar da madrugada.
Dentro da tapera Ângela, cumpre com dores, o sacrifício noturno.
Não acreditava em lobisomens, em caiporas.
Mais não poderia negar que o que lhe cobria fosse, em partes, misto de homem e monstro. Seus rogos, algo de soluço ou sonho, resvalavam pelos cantos da camarinha, num silêncio aparente e surdo.
Fora a noite empalidecia quebrando a maldição do encanto...

Um comentário:

  1. Meio... O médico e o monstro, num olhar introspectivo.

    ¡Hasta!

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