terça-feira, 25 de novembro de 2008

Amigos, caros amigos

MESTRADO: ARREMEDO POÉTICO


P/ Thiago Lins e Paulo André.



Cena I

As luzes se apagam...

Somos feras, e, morremos de
Véspera.

Somos como a vela, decrépta
e sua chama que vacila

Cena II

As luzes ainda apagadas...


Somos feras, velas de
Chamas indecisas.

Somos chamas, tremulantes,
sobre o vento que crepita

Más amigos, Drummond nos havia advertido:

“ No meio do caminho tinha uma pedra,
Tinha uma pedra no meio do caminho...”


O vento sopra, ascendem-se as luzes
E:
A pedra, no meio do caminho.
Jaula e labirinto.

Fecham-se as cortinas. Acendem -se as luzes

3 comentários:

  1. Fino laço tátil. De calar. Grato pela homenagem. T

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  2. bom te ver por lá.

    mas explico: foi bom porque achei esse canto aqui.

    vou perseguir...rsrs

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  3. na frente dos meus olhos tinha uma poema
    tinha uma poema na frente dos meus olhos
    quee falava de pedras (muros na minha cabeça) e ventos
    e chamas vacilantes...
    era um poema e eu fiquei lá dentro dele
    procurando me perder
    sem querer sair...

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