quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Cinema...



Correr, dentro duma roda de pneu. A infância girando. Girando...
Vento de lembranças corre e eriça cabelos longínquos. A voz que entoa a ciranda esquecida. Escondida dentro do largo peito. Não há medo nestes ermos. Não há privação de lembranças. E,uma música embala sonhos de um ser qualquer. Ser, que se forma, que se esforça pra lembrar de si. Dos outros. E como num álbum de velhas e gastas fotografias delinear arroubos, de um certo,e pouco visto, encontro marcado...


Haveremos de lembrar um dia. E cada gota da chuva servirá de cena, neste mesmo filme que insistimos em ver. Tocar em frente, entre expectação silenciosa e papeis principais...


Apagam-se as luzes. Passos vagos em direção da porta.


imagem: http://www.flickr.com/photos/kathiao/2473841934/



Um comentário:

  1. Georgio,

    eu me lembro do seu poema, do qual gostei muito. Sabe que eu gostaria de encontrar comigo mesmo? Eu me diria umas boas! Aliás, este é o tema do conto O inédito de Kafka, o último do livro. E de um marivilhoso conto de Borges, que está em O livro de areia. Abraço, M.

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