sábado, 1 de novembro de 2008

DE TARDE


As formas,
tortas
e
tantas
estendidas no arame
quarando,
coração e vento
enxugando,
expostos,
diante

da distante amendoeira
em flor,
em fogo verde que
viça,
em cada instante,
que nem foto,
foco

invadindo,
silenciosa,
a ligeira
imensidão
da
janela,
pairando,
pairando,
na superfície
imóvel da retina

3 comentários:

  1. Georgio, gostei do poema. No mais, obrigado pela divulgação do Não leia! e também pelos seus comentários tão generosos. Grande abraço, M.

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  2. Uma certa pessoa disse um dia que ia me fazer gostar de poesia. Ainda espero, e se não faço um comentário digno é culpa dela hehe

    De todo modo, boa poesia. Bem sonora.

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