quinta-feira, 27 de novembro de 2008

MEU QUARTO

Entre folhas que insistem em minha janela,
e as de papel dançando sobre a mesa



Em meu quarto,
de paredes
imaginárias, esquecidas
incidem sombras inquietas
cantos enegrecidos
réstias de luz azul...

Em meu quarto,
onde os livros se irmanam
na quietude da estante,
invadem raios de um sol
sem precedentes,
sem promessas



só o pó,
ocultanto os cismos...

Em meu quarto,
de paredes, esquecidas,
um mundo, escrito em mim mesmo...

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