quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

CONFISSÃO



Talvez as sombras, e suas ocultas formas, possibilitem que eu me esqueça um pouco que é natal. Não sou chegado a esta data. Coisas minhas.

Não é superstição, augúrio ou qualquer coisa relacionada com instintos primitivos.Apenas um incomodo que me cerca neste período. Os amigos não têm do que se preocupar.

São só dois dias assim no ano...


Já já, este tal natal já deve estar longe... bem longe...

Fico aqui com a poesia, e os amigos é claro.


Dentro destas sombras
natalinas
Salinas feito o mar
recompor as sobras
soltar o ar dos pulmões
respirar
virar a página do calendário
saber que
invariavelmente os dias se sucedem
sem sombra de dúvidas
com sombras,
nas dúvidas...

Um comentário:

  1. A poesia, a foto. Tudo calmo, tranquilo e belo.
    O mal estar do natal, que já deve ter passado, não é só teu.
    Aí sim, uma coisa que deve ser esvaziada. Essa idissincrasia.
    Abraço.
    Marie

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