sábado, 27 de dezembro de 2008

TORNAR



Em pé, defronte a estante.
Imaginar a poeira que se estende pelas fotos
Rostos rotos,
Incertos.

Dentro da imagem pálida de uma alegre
e frívola foto
todo o passado, nos risos imprecisos
todos os sonhos nas roupas azuis
todas as formas, esquecidas
depois da pose,


de posse do futuro
havíamos delineado o passado
atentando à velha máquina
de prender pessoas e coisas
vazias.

Imagem:www.flirkc.com

Um comentário:

  1. Belo poema.
    Mas devo discordar. Nada disso é vazio.
    Tua poesia bem o prova.

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