quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

De quando os versos cortam...


LACERADO


Manejar a navalha
talhar sobre a pele
os enigmas,
as sombras

E em cada corte
avançar
sobre a música
que terce o verso
[ao avesso

avistando as estradas
secretas que
descendem
dos olhos
distantes...

6 comentários:

  1. Muito bom.
    Também gosto da poesia feita na carne lacerada.
    E falo de vários pontos de vista.

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  2. Tem mais selos para você lá no 100 Fundamentos, cara. Parabéns.

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  3. "avistando as estradas secretas que
    descendem dos olhos distantes..."

    Gostei da imagem.

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  4. A chave-de-ouro: "avistando as estradas
    secretas que
    descendem
    dos olhos
    distantes..."

    Parabéns! É de uma sensibilidade inexplicável!
    Abração, amigo....

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  5. às vezes os versos
    nos palavram
    e lançam nossas lascas pelo espaço...

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