terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Do meu destino vaqueiro...


LOUVAÇÃO AOS VAQUEIROS PRETÉRITOS

Para Wladimir Cazé

Meus pensamentos
são meus cavalos

Roberval Pereyr


Crer no sagrado
que habita
os mandacarus


No mistério verde
dos juazeiros
sertanejos

Adentrar varedos
acalentar o sono
sob os lajedos

Vaticinar a multidão
das macambiras

E aboiar,
aboiar sem fim

meu infinito
rebanho de
estrelas...

2 comentários:

  1. Georgio,
    gostei muito deste poema. (Só para não ser repetitiva. Gostei de tudo que andas postando ultimamante. Uma produção realmente invejável. De um lirismo contundente, eu diria. Texto e imagens, das imagens e dos textos.)
    Esse aqui me tocou especialmente. Pelo universo que invoca.
    Meu avô paterno era tropeiro. Levava gado do Rio Grande do Sul até o do Norte, segundo contava meu pai.
    E o Grande Sertão é minha viagem preferida ao estrangeiro.
    Parabéns.
    E obrigada.
    Marie

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