domingo, 18 de janeiro de 2009

poema



VENTO

Dizer e desdizer
deslizar
em desalinho

O vento há de trazer
de longe,
o recado, direitinho...

e direitinho dizer
o que nem sempre esperamos


Ele sairá sem saber
Se, sorrimos ou,
Choramos...

Sairá, revolvendo as folhas
debulhadas pelo outono...


E seguirá sozinho...

Enquanto sorrimos,
Ou em vão choramos....


IMAGEM: http://www.flickr.com/photos/vanderluciosz/3070242221/

5 comentários:

  1. O vento e o tempo, fugazes testemunhas de nossa vida eterna.
    Mais uma beleza.
    Estou adorando o livro.
    Marie

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  2. "quando o vento bate na janela, é bom logo abrir - pode ser mais um recado chegando... mais um pra se sorrir..."

    Passei por uma situação parecida ontem - tão real é isso de que o poema fala.

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  3. aos que fogem do vento: ele é amigo de Eros (não sei até que ponto isso é bom).

    baixei seu livro! =) gostei bastante do layout, muito bem editado. até agora, meu poema preferido é Odisséia. vou ler de um em um, degustando aos pouquinhos.

    bjs

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  4. Sozinho como "migo", essa coisa de dizer que somos ser coletivo é uma farça...o outro é meu "contramim"...nascemos só, e voltamos ao pó só, somente só! Aff...que horror!
    Amigo, bateu saudade de boa leitura, pensei logo aonde vir. E não é que o belo poema me fez sair cartático...
    Abraço.
    Nilson

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  5. acabei de baixar seu livro, georgio!

    e gostei desse poema! :)

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