sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

TRAJETORIA



Sem a pressa das eras,
o rio fere a cidade ,
rasga como navalha.
Abre as carnes da terra
desnuda margens.

O rio,
Circula.
Veia.

Segue serpenteando.
Busca um rumo.
O caminho,
de quando não tinha água,
de quando não era rio...


5 comentários:

  1. :o)
    Obrigada pelo link e comentário.
    Ótimo 2009 para você

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  2. Brigadíssima Georgio.
    Pela visita e comentário.
    Que, por sinal, vindo de quem fez esse aqui... WoW! Lindo! A foto. A imagem! Muito lindo mesmo.

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  3. aqui no estado do Rio, tem gente sofrendo por ser vítima do próprio descasso com os rios. os rios não causam feridas, só passam correndo pelas feridas que foram abertas pelo próprio homem.

    bjs

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  4. "Pensei que seguindo o rio/ eu jamais me perderia: ele é o caminho mais certo,/ de todos o melhor guia./ Mas como segui-lo agora/ que interrompeu a descida? (excerto de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto)

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