quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CINEMA.


PARA Olney São Paulo, in memmorian



Observando, olhando mesmo
de longe
de longe, a imagem
a vasta imagem que vejo
me comporta e me esconde


As janelas celulóides
os quadros


Esta linha,
linha de encontros,
esconsos


linha divisória
corda de corar cordeis,
luzeiros
de candeeiro
as chamas
secretas, sertanejas
bramindo, nesta manhã cinzenta


Pulando quadro a quadro
na tela secreta
na teleológica
cena
nas teias
nas teimas
nestas portas
portais do Sertão



P.S:pensei em escrever um texto em prosa hoje,más, mais uma vez este filme-poema saltou na tela dos meu olhos e eu escrevi... Estou me deixando levar por esta onda poética até não sei quando.Mais tá bom assim.



5 comentários:


  1. "tá bom assim."

    tá ótimo assim! :)

    bom carnaval, georgio!

    p.s. só volto em março.

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  2. Esse poema sente mesmo como um filme. Show.

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  3. É mesmo Georgio, parece mesmo um filme, sépia com a bruma do calor do Sertão.

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  4. ah, tá bom assim...acho que só a poesia dizer tudo e , ao mesmo tempo, deixar que nós a completemos>
    Abraço amigo....nilson

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  5. :)


    Retratou muito bem a setima arte.

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