terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

IDÍLIO II


Onde se lê Verdade
leiam veredas


E os versos se esfacelem
ao vento
e as portas se abram em
silêncio
e que o silêncio inunde
os olhos
e que os olhos
vejam o rumo
e que o rumo
sem rumo
nos oriente
e que o oriente

Sem aparências tardias
entregue o que de nada
nada nos sirva
e sirvamos nada
aos que nada pensam
aos que nada querem
aos que pouco importam
aos poemas,
estas máquinas
estratosféricas
de fazer sonhar
sejam
sempre e
ponto final...


2 comentários:

  1. às vezes o nada é a melhor oferta, tanto para os bons, quanto para os que não são nada...

    bjs

    ResponderExcluir
  2. "e sirvamos nada", Da innutilidade das coisas. =]


    Muito bom, man.

    Até.

    ResponderExcluir