sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sem título III




É que estamos aqui, eu, meus versos

algumas páginas lidas

alguns caminhos traçados

algumas traças


A amálgama de uma vida

e eu sou alguma partícula de você

que me lê

que se lê

nas linhas que escrevo.


E somos células, deste Todo

destas fotos, que olhamos

destes sons que ouvimos

das palavras que falamos.


Somos, e é o bastante

incompletos,

plantados aqui

no mundo

nas páginas

em meu filme secreto

em algum lugar

que nós caíba sem as sombras

do mito

sem as sobras

que esquecemos de

esconder...



3 comentários:


  1. as sobras que esquecemos de esconder
    sempre se revelam no branco de uma folha de papel, né?

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  2. "que se lê
    nas linhas que escrevo."

    Pois é, Georgio, foi o que aconteceu comigo. Acertou em cheio! Abraço.

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