quinta-feira, 5 de março de 2009

Dentro de mim mesmo...


Estar sem rumo
sem caminho certo
desmontado todas as veredas
desviando as pontes
e os que passam por ela

Atinar sem lume e desatinar

Não há rumos
e os rumores que ouvimos
são vozes de mortos
nossos mortos particulares
os mortos que colecionamos
enquanto dormimos
em tamanha profundidade...

5 comentários:

  1. Nossa coleção de mortos dão gritos de vez em quando.

    Muy bien, cara.

    ResponderExcluir
  2. pôxa, atinar sem lume é "de endoidecer gente sã", é puro desatino.

    ResponderExcluir

  3. dentro de cada um
    há todos os rumores possíveis
    e estes mortos e este sono...

    profundo é o que vc escreveu,
    poema que circula tbm dentro
    tomando o único e circular caminho:
    o coração.

    ResponderExcluir
  4. Mesmo avistando um caminho podemos nos sentir assim. Gostei.

    Olá, vim do blog da Dri, Metamerfroseando.

    Beijinhos

    ResponderExcluir