domingo, 5 de abril de 2009


Sob o Efeito Leminskiano

Amor não acaba,
nem termina,
mesmo transformado
em raiva ou rima
-que eu saíba.

O que sei é que desaba,
dentro do dentro
de alguns seres,
que em estado de calma,
dizem:- eu te amo!
sem que se saíba.

Que quem sabe é Quintana
que diz:
"Amar e mudar a alma de casa"



6 comentários:

  1. Lindo, Georgio!

    O amor desaba mesmo, e o "Eu te amo" está tão vulgarizado, que transmutou-se. Quase como um cumprimento. Sentir o amor, é realmente parar o olhar sobre Quintana!

    Parabéns, amigo

    Forte abraço

    Mirse

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  2. que eu saiba, é assim mesmo. Desaba, não acaba nem termina e nem sempre dá rima.
    Farei o possível pra te ver na praça!
    um beijo

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  3. adoro Leminski. =)

    uma das expressões que eu acho mais bonitas na línga inglesa é o "fell in love", derrubado de amor. pq, como vc disse, o amor desaba e tbm faz desabar.

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  4. Excelente, simplesmente excelente!

    Amigo, passei aqui para fazer uma visita às escondidas, nem deveria falar, para minha voz não me entregar, mas corro o risco de ser cobrado por não vir ao campo do meu vício.

    Um abraço, deste frio paulistano de arrepiar.
    Nilson

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  5. Que máximo Georgio, além de juntar o Leminski e o Quintana, você contou uma histórial poetica e lindamente.
    E, convenhamos, ser derrubado de amor" " é preciso " mesmo que seja "ridículo".

    Desculpe, não resisti, acho que é a TPM, ando muito Pessoa.

    Adorei a foto. O gato está gatíssimo.

    Obrigada pela visita no Gavinhas. Suas palavras são sempre bem vindas e me enchem o ego.
    Grande beijo
    Marie

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  6. Adorei o poema, Georgio. Sucesso pra você e os meninos na Bienal. Abraço.

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