terça-feira, 26 de maio de 2009

Para ouvir o silêncio da Noite


Era noitinha,
um frio estalava lá fora,
soprando suas vozes,
no vidro da janela.

Ouvia os gatos miando,
telhados, abriam seus peitos
secretos no silêncio da noite

O apito do guardinha, e sua
bicicleta rompiam a imobilidade
do calçamento.

Sem luz,
no escuro do quarto,
um eu menino apascenta
rebanhos,
e sonolentos fantasmas.




3 comentários:

  1. Georgio, bonita poesia. Belos rebanhos do menino.

    (tenho um gatinho igual a esse)

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  2. Lindo poema Georgio!

    Vai e vem, o subconsciente nos remete à infância.

    Pelo lirismo você teve infância!

    Parabéns!

    Beijos

    Mirse

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