sexta-feira, 1 de maio de 2009

POEMA


ERRATA


Este ponto indivisível e aberto
dentro da imensa fenda que é a palavra
rasga-se
ralha-nos
esmaga cada conta deste rosário secreto,
e o feitiço dos versos
que dançam na execução melódica do silêncio.

5 comentários:

  1. Lindo, Georgio!

    Exageradamente belo!

    Parabéns, poeta!

    Abraços

    Mirse

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  2. O silêncio é uma sinfonia em lá menor, habitante no espaço entre duas palavras.

    Eu não presto para isso...

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  3. "O círculo que leva da palavra ao silêncio, e deste novamente para a palavra, encontra nesse conto um ponto de equilíbrio, como se ambos, palavra e silêncio, cada um em um “momento” da circunferência, em um dado momento “escorregassem” para um mesmo ponto do círculo, finalmente se encontrando. Nesse sentido, esboça-se, aqui, um processo de aproximação da música..."

    Palavras da magnífica CLARICE LISPECTOR, ela concorda contigo
    por fim concordo também.

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  4. ralha-nos...um poema tem tbm esse poder.

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