quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sobre o outono e as árvores




Não são os olhos das árvores
que vergam os galhos.


As folhas, e sua rebeldia,
deitam no chão,
o preço da pequena liberdade.

Nasce o outono,

o tom gris e a forma
invadem a casa e entram nos olhos

fazendo dormir ombros cansados.



3 comentários:

  1. Belo, Georgio!

    Linda imagem poética.
    As metáforas enriquecem e muito!

    Destaco este :
    As folhas, e sua rebeldia,
    deitam no chão,
    o preço da pequena liberdade.

    É parecido conosco, com aqueles rebeldes escritores.

    Por ser folha, por deitar...a palavra, no chão da liberdade!

    Parabéns, poeta!

    Beijos

    Mirse

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  2. Georgio,

    Linda poesia! Dialoga com OUTONO de Lúcia Santóri-Carneiro. Um abraço!

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