domingo, 19 de julho de 2009

FORMA BRUTA



Tudo é sólido
ou sórdido, tem algo de aturdido,
sons,
ganido de cachorro acuado...

Entre a TV e o óbvio,
o óbolo das páginas,
amareladas pelo tempo do não lido.

A lida de aportar

em mares longínquos,

na navegante ondulação das lombadas

dos livros...


Livros são flores que desabrocham

nas mãos atentas...


IMAGEM: Flirck

Um comentário:


  1. Livros são flores que desabrocham
    nas mãos atentas...


    Quem dera que os livros fossem sentidos (ou tateados) assim por todos...

    Gostei muito desse poema, Georgio.

    p.s. estava sumida, mas tento retomar minhas leituras na blogosfera... :)

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