sexta-feira, 14 de agosto de 2009

DEDILHADO



Retirar a casca
retirar os cacos
a reforma do barro
traz o homem que sou.

Sou da terra feito
tenho os olhos

dos pássaros
a voz das cacimbas
e das cachoeiras
das corredeiras
do mato sem fim.

Sou um pouco de tudo
e nada no mundo
dá por este ínterim

só o amanhecer
e o cair da tarde
falam sem alarde
os segredos do som...


Um poema de viola silenciosa.

No cair da tarde, em silêncio esperando o sol descer.



FOTO: Arquivo pessoal


Um comentário:

  1. Nossa, amigo meu! Tu tá virando um poeta de elite...que comentário feio o meu: na verdade deveria dizer...vc tá fino, finíssimo. Foi-se o tempo em que poeta de elite servia pra alguma coisa. Hoje são os des-elites como nós que nos falam da vida de forma melhor.

    Bom sábado...

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