domingo, 6 de setembro de 2009

Das minhas finas elucubrações!!!!


Me calo.

Há os verbos
não ditos
os olhos não vistos
os raros caminhos em que esito,
as portas que não habito
e os espelhos sem seus portais.


E talvez nesta noite,
eu e meu silêncio, assuntemos
a ciranda secreta destas estrelas.

E vejamos as faíscas inaugurais deste
poema, em rebanho, varar o alto caminho
que embota de luz
o universo.


Pois,
tudo é,
nesta noite,
até que o galo,
e seus ecos rasguem os infinitos
e acordem enfim,
o dia.


Imagem:http://www.flickr.com/photos/tatasoka/3837618443/

4 comentários:

  1. Do amanhecer ao ocaso. E vice-versa.
    Muy bacana.

    ¡adiós!

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  2. Tem poesias q são a extensão da gente... Essa conseguiu ser uma extensão de mim...Todo o não dito me habita, ainda mais assim, de um modo sutil e sublime... Adorei sua metapoesia...

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  3. Caro amigo virtualizado Georgio...
    O Conversas do Sertão tá lá te oferecendo um SELO...
    Vai lá e dá uma olhadinha na regrinha, amigo...


    Abração

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  4. "os verbos não ditos"

    Gostei disso!
    Um beijo,
    doce de lira

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