sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sobre a condição do meu sono




SETAS



I

Nestes dias subalternos
de inícios, fins e meios,
sombras resvalam do chão,
chamo a imensidão dos finos meus
pensamentos.

(Na moda das emboladas)

II

Não resvalo suores noturnos
nem arritmias,
apenas perco o preço das páginas,
linhas, certos parágrafos,
e alguns cadernos.

Tão longe o mar
manda chamar a rebeldia dos
meus sonhos, versos e
ecos do velho Sertão...

4 comentários:

  1. "Tão longe o mar" e eu com saudade de lá, do mar.

    Muito bom, meu nobre!

    Inté!

    co-lirius.blogspot.com

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  2. Muito bom, Georgio!

    "Não resvalo suores noturnos
    nem arritmias,"

    Beleza!

    Beijos

    Mirse

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  3. São sonhos, são versos, são ecos...

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  4. Eia, Georgio. O Sertão é mar, seus versos também. Não é preciso ir tão longe para nadar em um desses.

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