domingo, 20 de setembro de 2009

Uma tentativa


BAILE DE FACAS

Ser projetor de estilhaços
liquefazer as migalhas
lançar
as chamas
e expandir os tons das partículas.

Ir além da formula de triturar os
cantos do dia
e
argüir a ânsia desenfreada
de seguir em certa direção.

É preciso a precisão das facas
na superfície líquida da lâmina,
na dança ereta do sabre,
nas dobras do espelho,
em nuanças disfarçadas.

O nó desencava o nu
do dia.

As nuanças bailam sobre a profundidade da lâmina.

A faca tem sede de reflexos.
O espelho tem fome de luz.

2 comentários: