quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Poemas meus no blog do Mirdad.


Caros amigos, o amigo Mirdad, do blog El Mirdad. Postou Pilulas poéticas com poemas meus. Ficou bem selecionado. Para dar uma conferida clique
aqui


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http://elmirdad.blogspot.com/2009/10/pilulas-georgio-rios.html


domingo, 25 de outubro de 2009

Para encher o domingo de luzes




A CRIAÇÃO DAS JANELAS


Na impresição das janelas

A forma das flores

tão finas


Siluetas


Esboçando,

escrevendo o espaço líquido,

a lâmina transparente do vidro,

a ocular forma que compõe as

Janelas


Hopper,


Um destes fabricadores

de sol

transformador

de luzes em espaços

míticos,

estas brechas solares que

comumente

denomina-se:

Janela


Não importa quais as luzes que saem

das pequenas cavernas escavadas nas paredes da casa.


Oscilação e luz

emanações

e contentamentos

da exposição da moldura

da pretensa foto


das corriqueiras tardes


Uma tarde é uma fenda na trajetória do dia.

Uma tarde, como trajetória, escapa aos olhos

Entra na carne da tarde, nas tábuas da moldura

Da janela


Toda foto é uma janela

Uma dimensão de sombras e luzes


Em composição da cena.


Criar uma janela é fazer nascer à porta de mais uma tarde.

Parir à tarde na forma exata. Moldura exata. Produzindo a tarde,

onde voam pássaros gastos, na iluminação da cena da nascida janela...



IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/23026847@N04/3359566890/


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mais um rabisco!!!

PEQUENAS FÁBULAS


Os elementos cíclicos da cidade

Esta boca escalada para os caminhos.


As voltas das ruas

As nuas

formas da urbe infinita


In

Fi

Ni

Ta

estrada

aberta

apresenta os átomos de casas

almas


e cacos de espelhos


de dentro das casas,

de dentro das cascas,


de dentro das mínimas formas da porta

da frente da casa.


A casa é

o ovo de toda

espécie,

a casca que comporta o homo sapiens

que quer saber sobre a sopa

de

sabedoria.


Saber apenas!

Sobre as

penas.


O ponto final da rua abre

as portas das casas,

dos casulos metamórficos do dia.


domingo, 18 de outubro de 2009

Dentro do domingo um poema longo e calmo.


SURPRESA


Uma única palavra

rompe

as portas do ouvido



Olvido


A tímida espécie do caos


(cães gestando cães na tarde)


A cidade é a cova rasa onde desabam

os homens

amotinados .


As montanhas mágicas,

Mann as tinha dentro dos dedos,

feito mágico

esmagando-as


As vezes


Como velhas fezes


Diante das vidraças

as moscas, máquinas zumbidas,

ralhando a voz opaca do vidro


(cães gestando cães na tarde)


Uma cidade é a exata forma

Do reflexo da cidade nas poças

nas poças inquietas de água

gotas partidas do céu, da artificiosa

trama que sustenta as nuvens

siluetas caninas na evaporante tela


Janelas


Olhos abertos dentro da trama existencial da cidade

elemento inexistente, delirante,onírico,

que paira sobre o cansaço dos olhos


Óculos


Invólucro das falsas órbitas

(cães gestando cães na tarde)


O cão é a forma do cão em estrita forma

O modo do cão, a um reflexo da janela

a forma baça do vidro,

os orifícios abertos para as nuanças do céu


A palavra


(cães gestando cães na tarde)


Cão na janela, em frente ao vidro

em estado de elucubração diante

do espelho mágico


Da montanha mágica

na superfície inóspita

e deserta da página


Cada página é um deserto

de inúmeros seres

que se escondem em metáforas


(cães gestando cães na tarde)


Uma tarde gesta outras tardes

onde cães gestarão cães na tarde



IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/mollanas/1039978645/



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Depois de um dia de chuva!!!


MUDANÇA

A tarde é a isca para alimentar as feras,

Invólucros

das férias que ansiamos,

enquanto os ventos apascentam os galhos.


Elementos do exercício das dobras.


Lá fora, entre as altas cavas dos prédios,

a precipitação das aves

migrando,

a pressa dos homens

marchando,

para a morte certa de cada sono.


IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/talesedu/3032418739/