domingo, 15 de novembro de 2009

Outro poema!!!


AS LUZES


Descolorindo a tarde

Abrindo as portas da noite

E liberando as estrelas em rebanhos líquidos

De luzes.


Não posso olhar sem impregnar

As lembranças de fotografias e imagens

Retorcidas, no aço das lâmpadas

Nas ácidas incursões da estante

De livros quando a lâmpada se ascende

Ascende-se um fio de sonhos e uma coberta de imaginações



As páginas dão conta dos fatos que em vão vivemos, que deveríamos ter posto a prova.

As palavras não ditas inclinam aos olhos cansados, uma multidão de imagens baças em

prontidão com os elementos invisíveis que infestam as nossas cansadas pálpebras...



A pequena estrela

É a porta e a chave

Para as pequenas

E infinitas coisas

Que juntamos

Que perdemos

Ao nos olhar

sem pressa, para a vasta planície deserta do espelho.



Não há uma formula para o desconhecido

O secreto que há em cada palavra

Ativa o homem que se esconde a cada página virada.





IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/tizianotaddei/3383716520/


Um comentário:

  1. Gostei do poema, e mais ainda desta parte "A pequena estrela

    É a porta e a chave

    Para as pequenas

    E infinitas coisas

    Que juntamos"...

    E vc como está? A minha dissertação me rouba tempo para ler e escrever...hj dei uma digitada. Confira. abraço

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