segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CONVERSA


A CONVERSA DAS TELHAS

Desde cedo,
aprendi escutar o secreto idioma das telhas,
a senda do silêncio,
suas cintilantes falhas,
e seus sussurros.

Dizem do que é labirinto,
das portas guardadas em segredo.

Há uma luz que abre o poema,
nas sílabas silvadas,
nos cantos calados do barro.

As telhas, dizem,
falam e contam determinados
segredos, em silêncio,
quando a cena do quarto gera
a impresição da noite.


IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/serlunar/2353338242/

Um comentário:

  1. Mais um belo poema,Georgio, bem desenvolvido, com o belo sedimento da poesia nos interstícios de nossos telhados. Grande abraço.

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