sexta-feira, 12 de março de 2010

CASCA/CASA



A CASA/CASCA DO CORPO TEMPO


O corpo cospe as culpas

de quando o corpo/culpa

coloca os cardos no caminho.


Nas curvas deste rio de coisas,

a lânguida evolução das águas,

lágrimas, chuva imóvel,

na concha das mãos, que envolvem o rosto,

as rotas rugas, fuga das curvas do relógio.


O Ser, do quando e das coisas

o quando agora,

o sim depois agora,

o entrelaçar do tempo antes,

o contar incidente dos ponteiros,

a luz, jus-nascente, das janelas.


O golpe final do silêncio,

esta espada, que verga sobre os ombros

dos homens, as estridentes sombras

dos passos dentro do homem,

entre o aqui e o agora do ontem sempre.




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