sexta-feira, 26 de março de 2010

Uma pequena guerra imóvel


BATALHA

No campo aberto do meu sono
Uma batalha e pequenas guerras

O soar de clarins distantes
O tropel de cavalos, asas e fogo
No vale dos ossos secos

Nesta guerra de rotos estandartes
A movimentação ordeira das tropas
E a inquietação orgânica dos sonhos

Sob o som das lanças frementes
A lustre inquietação das luzes acesas
Do vale das sombras da morte

Não que me atormente a batalha
Nem me amedronte as ânsias

Caminho pelo código secreto
Levo a espada aberta das coisas que sei
O escudo das que presumo
E o capacete das que desconheço
Mais um passo rumo ao seio da tropa


IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/vitor107/401246364/

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