sexta-feira, 9 de abril de 2010

Chuva !


Quando tudo acaba

Quando a chuva desaba

Não damos conta das causas

Nem coletamos as coisas

o vôo dos ventos

Dão cabo das calhas das árvores

Que tombam em silêncio.



Isto é a chuva

Caindo, caindo em sua marcha de pingos

Enquanto homens dormem

Enquanto carros correm

Abrindo o pequeno mar de cada avenida.




6 comentários:

  1. Poema de uma beleza harmoniosa. Gostei muito.
    bjs

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  2. A chuva tem os seus mistérios de água divina, lamento e sopro benfazejo. Abraço.

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  3. A chuva inspira.
    G: Patrícia entrou em contato, eu encaminhei para a postagem sobre o seu livro.
    Bjo grande.

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  4. Maravilhoso, Georgio!

    Amo a chuva, seu cheiro, seus batimentos rítmicos.

    Parabéns, poeta!

    Beijos

    Mirse

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  5. A chuva trouxe alegria pro povo daí e poesia pros poetas.

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  6. Há coisas assim, inexplicáveis, embora tentemos racionalizar sobre elas. Mas melhor, talvez, que permaneçam exatamente assim, aquém de qualquer juízo ou pressuposto. Seiva, artéria, corredeiras, ventos: o fluxo das coisas que são.
    Belo poema, Giorgio. Parabéns pela entrevista à revista Muito, lúcida, sensível, voz de um poeta que sabe das coisas.
    Grande abraço.

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