domingo, 18 de abril de 2010

Um tratado



NO VENTRE DAS PEDRAS


No âmago da perda o peixe

As entranhas expostas da pedra, peixe

Na substância liquida da profecia

No estomago o ser atônito

Fruto do vômito

As pernas da praia, devolução involuntária

De homem

A resposta liquida das pedras

Musicas carbônicas, em estilhaços

A brita das profundas entranhas do mar


Cada homem carrega a baleia e a praia

A baleia, baila no palco liquido do mar

Com sua jaula de entranhas, móvel cárcere

E a praia, cama, e porto dos homens destino das ondas

Destino, a praia suma e só, cenáculo e porto.







IMAGEM:http://www.flickr.com/photos/10352647@N03/4334855234/

3 comentários:

  1. Poema lindo. O mar grande ventre líquido da mãe natureza.
    Beijinhos

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  2. Está interessante, G. Metáforas originais.

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  3. Lindo, Georgio!

    Algo na sua poesia me remeteu à Manoel de Barros.

    Sua poesia é única, bem trabalhada e esta em especial, me tocou profundamente.

    Beijos, amigo!

    Mirse

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