sexta-feira, 14 de maio de 2010

Transformação cotidiana

O OFÍCIO DE SER ÁRVORE


Não abracei o silencio por acaso
Foram os ventos das folhas soltas
E o abraço tenro dos galhos
Que me fincaram no chão

Pés raízes,
O sustento seguro aos que
Em pé, ouvem as nuvens.

Aos que na imobilidade das pedras
Podem açoitar a tarde
E esperar sua marcha de
Vermelhos passos indecisos,
Insidiosos movimentos de compor
Músicas.

Estamos impregnados de cotidiano
E presos nas fotos. Envelhecemos sem pressa,
Sem pressa.
 

4 comentários:

  1. Sem pressa, como as árvores.

    Belo poema!

    Parabéns, amigo!

    Beijos

    Mirze

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  2. Meu querido e jovem poeta, eis a grande verdade: «envelhecer sem pressa»!
    Beijo

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  3. Pra que pressa, se temos a poesia e ela nos concede outro ritmo? Beleza, Georgio!

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