domingo, 1 de agosto de 2010

De quando os pássaros assombram as noites

INVENTÁRIO DA NOITE

Quantos punhais de luz
são precisos para rasgar
as portas da madrugada?

Quantas cristas são necessárias
Para irromper a diatribe sonora dos galos
Em manifestação de manhã.

Tua palavra cessa, basta
O resto é máquina
que devora as horas
Que explora os poros da pretensa noite
Esvaindo-se
em rutilações e fragmentos
e
mágicos artifícios.


imagem de: Gallo Quirico
http://www.flickr.com/photos/pvicens/101818512/

4 comentários:

  1. Belas imagens o poema passa.

    Punhais em portas da madrugada, cristais a interromper o canto do galo!

    Belíssimo, Georgio!

    Abraços

    Mirze

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  2. o canto do galo ecoa junto ao nascer do sol
    sua poesia ecoa pra fazer o sol nascer

    hasta luego

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  3. Belíssimo!
    Bravo!
    Virei sempre: sigo-te...
    Abraço

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