domingo, 29 de agosto de 2010

Para não perder o costume. Hoje é domingo.


COLHEITA

Quando queremos olhar,
olhar apenas,
olhar apenas a extensão das janelas
e por trás delas,
as luzes distantes e soluçantes,              
Da noite.


Absorver sobre a retina,
as secretas instâncias,  
e as suaves insistências .


E lembrar apenas, que somos todos,
cercados de ausências.


4 comentários:

  1. Ando por aqui, mole por um Verão com mais de 40º graus todos os dias - Alentejo é assim - vir aqui é um momento de frescura poética.
    Bj

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  2. Georgio!

    Que lindo poema!

    Claro que somos todos cercados de ausências, mas esta imagem no final do poema, brilhou!

    Beijos, poeta!

    Mirze

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  3. Cercados de ausências. Somos, sim.
    Abraço, Georgio. Ah, e um cheiro na pequena Yasmim.

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