domingo, 21 de novembro de 2010

Silêncio, por favor!


Domingo deserto

Este domingo quente, em que da cozinha olores emanam das mangas na fruteira, eu, penso na não existência, como um som que cumpre suas ondas e depois desaparece, abrindo a porta para o silêncio. O silêncio é tudo que almejo neste domingo, apenas. O silêncio, velho, e vazio como uma taça abandonada depois da festa.


domingo, 14 de novembro de 2010

De quando falta a poesia.


                                                       Foto: Florival Oliveira





I

O domingo se desgasta na minha janela,
o sol segue,
e esta é a última cena

II
Nos fios do poste,
pardais armam uma silenciosa sinfonia
para o anuncio do gran finale.


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

POEMAS POEMAS SEMPRE OS POEMAS!


COSMICAS

As vezes me acuso de
escrever poemas,
assim como quem colhe flores
ou semeia árvores, pássaros.

Assim como quem tira coelhos
da cartola
ou solta bombas nos transeuntes
ou ouve o som de Chaplin ao violoncelo.

As vezes me acuso de escrever poemas,
Destes que se ouvem na rua,
e é quando os pássaros me acordam.