domingo, 21 de novembro de 2010

Silêncio, por favor!


Domingo deserto

Este domingo quente, em que da cozinha olores emanam das mangas na fruteira, eu, penso na não existência, como um som que cumpre suas ondas e depois desaparece, abrindo a porta para o silêncio. O silêncio é tudo que almejo neste domingo, apenas. O silêncio, velho, e vazio como uma taça abandonada depois da festa.


7 comentários:

  1. Foto excelentemente casada com o poemeto...
    Beijo

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  2. O domingo, sempre o domingo: dá um pulo no blog da Aeronauta pra você ver como não estamos sós nesse devaneio perplexo! Ficou ouvindo a silenciosa sinfonia do gran finale!!!

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  3. O silêncio é daquelas coisas que "demais faz mal", mas que não vivemos sem ele.


    Abraço

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  4. Lindo, Georgio!

    Domingo "deveria ser dia de silêncio, mas não é. Gritam GOLLLLL à toda hora e em toda altura. Cornetas apitam (vuvuzelas?)

    è um dia que relamente o silêncio faz falta!

    Beijos, poeta!

    Mirze

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  5. Há silêncios que atordoam. Quem é do interior, da roça, sabe o que é isso. E o barulho da cidade é um inferno. Há de haver equilíbrio, não muito, que este pode ser um mal também.
    Abraço.

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  6. Geórigo, seu texto é de uma intensa beleza poética. Abraços.

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