sábado, 11 de dezembro de 2010

E novamente a poesia transborda.


AS POSSÍVEIS MARGENS DO RIO

Do rio o sumidouro,
ancoradouro de alguns suicidas,
de algumas pedras,perdidas,
na falta esquiva do caminho.

As flores seguem o vão da correnteza,
buscando portos, ao de algum barranco.

E eu, ser de vastas águas passadas,
navegando um rio de infinitas margens.