sábado, 11 de dezembro de 2010

E novamente a poesia transborda.


AS POSSÍVEIS MARGENS DO RIO

Do rio o sumidouro,
ancoradouro de alguns suicidas,
de algumas pedras,perdidas,
na falta esquiva do caminho.

As flores seguem o vão da correnteza,
buscando portos, ao de algum barranco.

E eu, ser de vastas águas passadas,
navegando um rio de infinitas margens.


4 comentários:

  1. Que bom que transbordou a poesia! Linda.
    Beijinho

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  2. Georgio!

    Lindo poema, onde o poeta mostra que no rio,não há somente as margens esquerda e direita, a poesia corre junto ao rio e nós navegamos!


    Excelente!

    Beijos, poeta!

    Mirze

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  3. Pois é, amigo Georgio, "navegar é preciso". E num rio de "infinitas margens" melhor ainda. Um abraço e continue navegando...

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