terça-feira, 25 de outubro de 2011

AS DIVERSAS FACES DA POESIA NA 10ª BIENAL DO LIVRO DA BAHIA

          A Praça de Cordel e Poesia vem com todo o ímpeto e com todo o encanto que são característicos da linguagem poética. Nesta edição, contempla, mais uma vez, as diversas faces da poesia baiana contemporânea, além de apresentar ao público alguns poetas de outros estados e até de outro país.
          Ao todo serão 86 artistas da palavra que farão, ao longo das dez noites de bienal, um grandioso espetáculo. A cada noite, a partir das 18 horas, acontecerão três sessões de poesia. Cada uma com dois ou três artistas e com duração de 50 minutos.
Poetas consagrados, como Ruy Espinheira Filho e Luís Antonio Cajazeira Ramos, e jovens estreantes, como Vanny Araújo e Darlon Silva, estarão na Praça da Poesia recitando seus versos.  Representando a cultura popular, estarão presentes cordelistas de grande valor, como é o caso de Antonio Barreto, Jotacê Freitas e Franklin Maxado.
          A ligação da poesia com a música também será explorada. E a palavra cantada ecoará através da voz e da emoção das cantoras Flávia Wenceslau e Lane Quinto, e de outros intérpretes e compositores.
          De Portugal para a Praça da Poesia, virá o poeta Luís Serguilha. E de outros rincões do Brasil, estarão presentes os poetas paulistas Mariana Ianelli e Luiz Roberto Guedes, o paraibano Babilak Bah, o mineiro Ronaldo Cagiano e os pernambucanos Ivan Maia e Wellington de Melo – nomes que abrilhantarão ainda mais esse grande encontro poético que, certamente, proporcionará ao público da Bienal do Livro da Bahia momentos de beleza e de pura magia.

José Inácio Vieira de Melo
Coordenador e curador da Praça da Poesia
Poeta, jornalista e produtor cultural


PROGRAMAÇÃO DA PRAÇA DE CORDEL E POESIA
DE 28 DE OUTUBRO A 06 DE NOVEMBRO DE 2011


28/10 (sexta-feira)

18 horas
Clarissa Macedo
Manuela Barreto
Vanny Araújo

19 horas
Daniela Galdino
Edmar Vieira
Rita Santana

20 horas
Douglas de Almeida
Walter Cesar


29/10 (sábado)

18 horas
Georgio Rios
Marcia Tude
Ricardo Thadeu

19 horas
Franklin Maxado (cordelista)
Sapiranga (cantador)

20 horas
Luís Antonio Cajazeira Ramos
Ruy Espinheira Filho


30/10 (domingo)

18 horas
Daniel Farias
Emmanuel Mirdad
Fabrício de Queiroz Venâncio

19 horas
Elizeu Moreira Paranaguá
Iolanda Costa
Martha Galrão

20 horas
Antonio Barreto (cordelista)
Babilak Bah


31/10 (segunda-feira)

18 horas
Bernardo Almeida
Moacir Eduão
Ronaldo Cagiano

19 horas
Clotilde Ribeiro
Lita Passos
Nívia Maria Vasconcellos
Wesley Correia

20 horas
Everton Lima
Flávia Wenceslau (cantora)
Gabriel Gomes


01/11 (terça-feira)

18 horas
Caio Rudá Oliveira
José Ricardo Vidal
Vânia Melo

19 horas
Inaê
Luís Serguilha
Mayrant Gallo

20 horas
Adriano Eysen
Aleilton Fonseca
Sandro Ornellas


02/11 (quarta-feira)

18 horas
Gibran Sousa
Lidiane Nunes
Raiça Bomfim

19 horas
Carlos Barbosa
Claudina Ramirez
Marcus Vinicius Rodrigues

20 horas
Lane Quinto (cantora)
Luís Pimentel
Luiz Roberto Guedes


03/11 (quinta-feira)

18 horas
Alexandre Coutinho
Darlon Silva
Priscila Fernandes

19 horas
Ana Cecília de Sousa Bastos
Goulart Gomes
Mônica Menezes

20 horas
Alberto Lima (cordelista)
Maviael Melo (cordelista)
Tina Tude


04/11 (sexta-feira)

18 horas
André Guerra
Gildeone dos Santos Oliveira
Wellington de Melo

19 horas
Ângela Vilma
Hélio Alves Teixeira (cordelista)
Júlio Lucas

20 horas
Cleberton Santos
João Vanderlei de Moraes Filho
Vladimir Queiroz


05/11 (sábado)

18 horas
Edson Oliveira
Érica Azevedo
Karina Rabinovitz

19 horas
Fabrícia Miranda
Ivan Maia
Lívia Natália

20 horas
Mariana Ianelli
José Inácio Vieira de Melo


06/11 (domingo)

18 horas
Fabrício Brandão
Max Fonseca
Vitor Nascimento Sá

19 horas
Edgar Velame
Marcos Peralta
Tiago Oliveira

20 horas
Mariana Ianelli
Jotacê Freitas(cordelista)
Amadeu Alves (músico)
Fabrício Rios (músico)

domingo, 9 de outubro de 2011

FOTO: Georgio Rios
 
 
ODE MÍNIMA

Pode o coração, ser tão vazio.
e as vazias pedras, do caminho,
serem a escada a nossa vista,
para o pequeno paraiso tão vario.

Em troca de calor, um arrepio,
na falta de estradas, um varedo,
dizer que o melhor tempo, é cedo,
e se negar a resgatar alguma pista.

O caminho é o mapa da pedra,
que em seu dorso espelha um aedo,
em longas estradas rumo a Creta.

Em Delos as pistas do El Dorado,
algum oráculo escondendo o labirinto,
aberto em páginas de Borges.

Para meus amigos este errante, e errado, soneto falho.
 
 

domingo, 2 de outubro de 2011

                                                                      desenho: Georgio Rios
                                                    

ARQUITETANDO QUIJANO

Era apenas uma figura abstrata. Um emeranhado de riscos sobre um folha branca de papael A4 destes que se vende em resmas de 500 folhas. Embalados com um laminado brilhante   estampando referências a preservação ambiental, e plantio de eucalípitos. Poderíamos estar vendo um filme, ou ainda, um album de fotografias, porém estavamos ali. Quietos, olhando efusivamente aquela figura abstrata de cores diversas. Foi aqui que no verso de outra folha, em branco, começei a rabiscar algumas palavras aleatóreas sobre livros que me tiravam do tédio. O pequeno texto era este:
“ Eu estava na engenharia dos sonhos de Alonzo Quijano, quando este, em sua estranha música, engendrava em silêcio, os primeiros moinhos de vento. Sancho, em sua larga figura argumentava estas façanhas de esteta com seu burrico a caminho de certa ilha, da qual tinha apenas parcas noticias,trazidas através de certo cavaleiro da triste figura.
A tarde desabou lenta, entre raios tímidos de sol que retardavam ante a massa negra da noite. Lina amassou o papel e fomos embora sem dizer muitas palavras. Ela no taxi, eu, a pé observando a s primeiras estrelas da noite.