domingo, 9 de outubro de 2011

FOTO: Georgio Rios
 
 
ODE MÍNIMA

Pode o coração, ser tão vazio.
e as vazias pedras, do caminho,
serem a escada a nossa vista,
para o pequeno paraiso tão vario.

Em troca de calor, um arrepio,
na falta de estradas, um varedo,
dizer que o melhor tempo, é cedo,
e se negar a resgatar alguma pista.

O caminho é o mapa da pedra,
que em seu dorso espelha um aedo,
em longas estradas rumo a Creta.

Em Delos as pistas do El Dorado,
algum oráculo escondendo o labirinto,
aberto em páginas de Borges.

Para meus amigos este errante, e errado, soneto falho.
 
 

Um comentário:

  1. UAU GEORGIO!

    Que lindo poema!

    "algum oráculo escondendo o labirinto,"

    Maestria é isto.

    Beijos

    Mirze

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